domingo, 17 de maio de 2009

Novo portal no ar

Está no ar!

Acessem FelipeGesteira.com e vejam o novo portal. Por enquanto ainda estou finalizando algumas coisas. As atualizações do blog a partir de agora serão todas feitas por lá. Em breve colocarei fotos de trabalho e material de exposições, que faziam falta aqui no blogspot.

Adicionem aos favoritos ou sigam pelo Reader. Esse blog vai ficar desativado. Durou um ano e foi muito bom. Agora, tudo no novo, AQUI.




quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mudanças

O blog está passando por uma série de mudanças. Em breve vou colocar no ar um portal com meu portfólio e o material de minhas exposições, além de outras coisas. O blog vai ficar lá, hospedado como uma página desse portal.

Por enquanto. quem acessar o endereço http://www.felipegesteira.com vai encontrar o site em construção. Espero arrumar isso até o final da semana.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Bodyboarding convive com o preconceito

Publicada no Jornal da Paraíba de ontem:

Existe espaço para o bodyboard no país do futebol? Durante o Cobra D’Água Bodyboarding Show, evento que reuniu entre os dias 28 de abril e 3 de maio, mais de 200 bodyboarders de todo o mundo na praia da Armação, em Salvador, válido pela terceira etapa do Circuito Mundial de Bodyboard, a dúvida sobre a inclusão do esporte aquático no coração do brasileiro se mostrava cada vez mais forte, principalmente no que remetia à paixão nacional.

Jornalistas esportivos de todo o país esqueciam por alguns momentos as notas dos atletas para debater sobre as finais dos campeonatos estaduais de futebol. O mesmo era visto na praia, onde se concentrava a torcida. No lugar dos corpos à mostra, camisas do Bahia e do Vitória acirravam a decisão do Campeonato Baiano. Passeando rapidamente entre os torcedores, não era das baterias ou das manobras que mais se ouvia falar, e sim do Ba-Vi, que se aproximava de seu desfecho.

Mesmo com um litoral extenso e clima favorável à prática dos esportes ligados ao mar, o bodyboard encontra no Brasil uma barreira que vai muito além do mundo esportivo. Futebol é mais que esporte, faz parte da cultura popular, quase uma religião. A prova de popularidade era feita com a presença das estrelas na cidade. Sem conhecer os grandes nomes, como o havaiano Mike Stewart, dez vezes campeão do mundo, a tietagem ficava por conta de Uri Valadão, o ‘baiano voador’, atual campeão mundial de bodyboard. Durante os dias do evento, quando a reportagem foi às ruas perguntar sobre o atleta mais conhecido na cidade, Uri Valadão ficou em último entre três citados. O segundo colocado na pesquisa informal foi Beto, atacante do Bahia, vencido por uma pequena diferença pelo matador do Vitória, Neto Baiano.

Para Valadão, a falta de valorização dos talentos nos outros esportes incomoda mais que a predileção em massa pelo futebol. “A dificuldade não é só para o bodyboard, é para o esporte amador em geral. Me incomoda ver tantos talentos não sendo valorizados. No meu nível, eu poderia ser mais reconhecido, mas também não posso reclamar”, desabafa o campeão. O próprio Guilherme Tâmega, hexacampeão mundial e seis vezes vice-campeão de bodyboard já foi patrocinado pelo futebol nacional. Carioca e vascaíno, o maior bodyboarder brasileiro de todos os tempos foi atleta do Vasco da Gama.

A tetracampeã mundial Neymara Carvalho sente pela falta de remuneração no esporte. Comparando os resultados obtidos aos títulos no futebol, Neymara possui mais conquistas que a Marta, craque da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, porém a realidade salarial das duas atletas é bem diferente. Neymara tem uma filha de três anos e atualmente vive somente do bodyboard. “Para quem quer uma carreira milionária, não é o esporte para se escolher no momento. Eu pago minhas contas, mas não é algo que dê para comprar um apartamento”, disse.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) e da Cobra D’Água, Lucas Izoton, o futebol nunca ficou em primeiro plano. “Os esportes ligados à água e ao mar estão inseridos nos hábitos dos jovens, por isso sempre patrocinamos. Há 16 anos, lançamos o Emanuel, e também patrocinamos o Ricardo e o Zé Marco, todos no vôlei de praia. Pela tendência natural do Nordeste, o que mais se deve investir é em educação, esporte e turismo”, disse Izoton.

Se a semana era de Ba-Vi nos gramados, pela decisão do título estadual, no Mundial também deu Ba-Vi nas águas. Uri Valadão, torcedor do Bahia enfrentou no quarto round da competição Israel ‘Papito’ Salas, fanático pelo Vitória. Os dois caíram na mesma bateria, e no primeiro confronto deu Vitória, assim como no futebol. Mas se no embate direto o rubro-negro levou a melhor, o tricolor foi mais longe na competição.

Os dois encontraram um carrasco pelo caminho, Éder Luciano, que eliminou o Papito no quinto round e o baiano voador no sexto, ambos na disputa homem a homem. O catarinense só foi parado pelo vascaíno Guilherme Tâmega, vencedor da etapa. Mesmo com o time na na Segundona do Brasileirão, a camisa pesou na água, ou no caso do bodyboard, o deixou mais leve.

sábado, 9 de maio de 2009

Que venham mais cem

A centésima postagem do blog caiu no dia do meu aniversário, e nem foi de propósito.

Desde que voltei de Salvador não tive tempo de atualizar este espaço. Muita coisa pra colocar em dia e o material do Mundial de Bodyboard inteiro para redigir. No Jornal da Paraíba de amanhã tem uma matéria sobre o Mundial, mais duas no Paraíba1, que não entraram no impresso por falta de espaço.

Além do bodyboard, tem também matéria sobre o início da segunda divisão do estadual, com homenagem à um dos maiores jogares da história do futebol paraibano, Betinho. Vou postando tudo por aqui durante a semana.

Pra comemorar o #100, algumas fotos que fiz em Salvador, nas poucas horas de folga. Ao lado, uma baiana que nem era das mais tradicionais, estava convidando turistas para uma loja. Coisas do Pelourinho.


Apesar das estratégias de marketing que transformam a Bahia em uma grande caricatura da sua cultura e religiosidade, o Pelourinho tem um monte de coisa bacana. O turista é que deve andar de olhos bem abertos, pois são abordados o tempo todo por verdadeiros 'caçadores'. Alguns chegam a coagir os visitantes para que comprem algo por valores absurdos.

Saindo do Elevador Lacerda em direção ao Pelourinho, alguns vendedores oferecem um kit "espanta vendedor" (contraditório né?). Um colar barato e uma fita do Nosso Senhor do Bonfim. Eles garantem que, usando o kit, os caça-turistas se afastam. Não testei, e acho que o tal kit atrai ainda mais, algo como um faixa de bobo na testa.

Entre as coisas legais está a animação. No Pelourinho, você vai andando enquanto as coisas acontecem. Abaixo, ensaio da banda Didá, formada só por mulheres, e da barbearia do seu João, torcedor apaixonado pelo Bahia que trabalha todos os dias até a meia-noite e reserva um local para jogos de dominó.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pausa para mais futebol

Enquanto acompanho o Mundial de Bodyboarding, percebo o quanto o futebol é paixão no Brasil. Longe de água e ondas, a pelota domina o assunto dentro da sala de imprensa. Pra não perder o costume, fomos ontem ver o Vitória pegar o Atlético-MG, pela Copa do Brasil, dentro do Barradão.

Saímos atrasados. Um engarrafamento na caminho para o estádio nos impediu de ver os dois primeiros gols do Leão baiano. Com o rádio ligado, nove torcedores (independente de times e Estados de origem, éramos todos pelo Vitória) gritavam, se apertando em um Doblô.

O Barradão é lindo. Construído 'cavado' em um monte, justifica o apelido de "alçapão" para os adversários. A Toca era um verdadeiro caldeirão, que fervia em rubro-negro.

No segundo tempo ainda pudemos ver um gol, que para a minha sorte, além de bonito, foi histórico. Aos 34 minutos, Apodi cruzou para Neto Baiano marcar o milésimo gol do Vitória dentro do Barradão. O placar eletrônico anunciava a marca, para delírio da torcida.

O jogo terminou tranquilo, sem nenhuma briga, um exemplo. Só não comprei a camisa do Vitória por falta de vendedor no local. Até o final da semana tem tempo. Nada que vá afetar meu coração são-paulino, ou minha torcida pelo Auto Esporte, na segundona do Paraibano. Mas volto para João Pessoa um pouco mais baiano, e domingo tem Ba-Vi na final do Baianão. O caldeirão vai ferver de novo.

Fui sem câmera. Quem salvou o dia foi o João, do SurfBahia, que me emprestou a dele.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mundial de Bodyboarding

Esqueci de avisar por aqui. Estou em Salvador cobrindo a etapa do mundial de bodyboarding. Meu acesso à internet é bem limitado, não sei se terei como colocar as novas do evento em dia. Fico por aqui até domingo, quando acaba o mundial, volto na segunda, 4. Semana que vem conto tudo, com muitas fotos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O Inter ainda não pagou

A despedida do Campeonato Paraibano foi um pouco mais dura para os jogadores do Internacional. Quase dez dias após a última partida, que rebaixou o time para a segundona do estadual, a maioria dos atletas segue sem receber os salários, alguns com mais de dois meses de atraso.

A denúncia foi feita pelo artilheiro do time na competição, Fábio Mineiro (foto). O atacante está em Minas Gerais e conversou comigo ontem, por telefone.

De acordo com Mineiro, foi proposto um acordo com perda salarial e os jogadores receberam em cheques pré-datados. Um para a próxima sexta-feira, 24, e outro para 10 de maio.

"Os diretores não tiveram profissionalismo. Nos prometeram um valor no início do campeonato, sabiam de quanto teriam pelo Gol de Placa e no meio do caminho disseram que a verba não deu. Fizeram uma proposta com uma média de perda de dois salários, que foi o meu caso. Alguns atletas não receberam nem um salário inteiro, até agora", revelou o atacante.

Com o déficit médio de dois salários, os atletas recebem exatamente a metade do que foi acertado, pois os contratos para o Campeonato Paraibano costumam durar apenas quatro meses.

A diretoria do clube culpa o atraso no repasse do projeto Gol de Placa, do governo estadual, que auxilia os clubes da Primeira Divisão do Paraibano através de isenção fiscal para as empresas participantes. O vice de futebol do Inter, Djair Serrano, garantiu que todos do elenco receberão seus salários até o último cheque, de 10 de maio. O presidente do clube, Tassiano Gadelha, não foi encontrado pelo blog.

*Para quem chegou agora e estranhou o time colorado vestindo azul, veja a explicação clicando aqui.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Azedou

Conforme eu havia dito aqui, a manga que Maurício Simões veio chupar em João Pessoa na edição deste Paraibano parece ter azedado um bocado. O maior travo na língua do treinador botafoguense ficou por conta da eliminação do Belo na primeira fase do returno do estadual.

Agora é hora de baixar a cabeça e repensar na humildade dentro de campo, pois o mesmo treinador que desperdiçou os três primeiros jogos em casa, disse um dia antes do jogo da quinta rodada que daria uma "lapada" nos três "matutos" que tinha pela pela frente, se referindo a Queimadense, Treze e Campinense.

Simões perdeu as duas últimas partidas para os times de Campina Grande, donos das maiores torcidas do Estado e, para a sorte dele, os dois adversários não sabiam de sua promessa. A 'lapada' poderia ter virado um verdadeiro chocolate contra ele.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Iron Maiden Recife

Terça-feira, 31 de março de 2009. Adiantei minha pauta de casa e enviei o texto pro jornal, me liberando para cobrir o show. Já havia feito cobertura de várias outras bandas, de renome nacional, estava bem tranquilo.

Começaram a tocar e parecia só mais um show, até o momento em que me vi a um metro e meio de distância de Bruce Dickinson, ouvindo Aces High ao vivo, minha ficha caiu. Passei cerca de cinco segundos sem conseguir fotografar, me sentindo no meio de um furacão, entre a maior banda de heavy-metal do mundo e seus 18 mil devotos presentes.

A energia no show era fantástica. Uma multidão vestida de preto que não gerou uma confusão sequer, em um lugar onde três gerações se encontravam para ver seus ídolos. Foi bonito ver os guris com menos de oito anos de idade vestidos com as bandeiras do Iron, acompanhados por seus pais e avós.

Como curti mais do que trabalhei (lógico), algumas cenas ficarão para sempre na memória, como o robô Eddie de mais de três metros fazendo uma cena de tocar os instrumentos junto com a banda; 18 mil pessoas cantando Fear of the Dark INTEIRINHA, a ponto de ser impossível ouvir o Iron; e Bruce Dickinson enlouquecendo o público cada vez que gritava "Scream for me Recifeeee"!

Não sou um seguidor da banda, mas ouvia um bocado quando guri e nunca imaginava que um dia os veria de perto. Hoje me sinto orgulhoso de fazer parte da geração que viu o Iron Maiden tocar. Essa credencial de imprensa, com o Eddie vestido de cangaceiro, vou guardar de lembrança.

Para quem quiser acompanhar a nossa cobertura, está no Jornal da Paraíba de hoje, com minhas fotos e excelente texto de André Cananéa. Outras fotos na galeria do Paraíba 1.